
Terminei, por hoje
Amanhã recomeço no mesmo ponto deixado esquecido por algumas horas enquanto meu cerebro maquina uma forma de ser feliz!
Anseios na verdade, que nada representam aos outros mas, a mim tão somente , por ser tão gente como eles.
De repente me parece vazio, de repente cheio de esperanças mil de obter para o resto que me resta uma morada
singela, salpicada de paz
Pensava no quanto o jardim me toca porque é terra junto com mato!Flores e folhas salpicadas na minha vida desde a infancia..
.Algumas se abrem, outras se despetalam, folhas amarelecidas, caídas, mortas, cinzas!
Parei, olhei enquanto a agua da mangueira corria entre meus dedos
Olhei tudo..Eu só quero um lugar para morrer. Depois da morte, só cinzas se meu desejo pelo menos depois de morta ainda valer, quero ser cremada.
Que façam o que quiserem com as cinzas que penso eu serão jogadas sobre o lago, onde serenamente dormirei meus dias acordados!
Nenhuma falta faço mas quem sabe quando os meus restos forem cinza talvez alguém relembre que teve um lindo dia comigo.
As pessoas quando morrem são anjos, por pior que tenham sido, viram gente fina ...Devo me encaixar por aí mesmo não sendo gente ordinária.
No velório, sozinha dentro do crematório... pedido e exigido que não me velem depois de morta que em vida não o fazem!
Quero seguir adiante: céu não sei, inferno existe?
Mas, tenho a impressão que caminharei sem dores, sem tropeços e com um horizonte imenso a espreitar, dando as mãos para
Ana Carolina me conduzir no maior vôo de nossa história, juntas voando o que não caminhamos!
Anna Paes
07/09/2009
Braços, abraços
Anna Paes
agora poeta, poeta
poeta tua dor de amor.
quando no mar estivermos
quero o mais doce verso
um olhar, um abraço..
talvez um beijo
e vou embora.
se acaso sentires saudade,
sopra na lua
cairei poeira
em teus braços abraços
Anna Paes
Brasília - 18/10/2008
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