Sonetos **AVSPEMais um dia
Anna Paes
O dia se foi e você não veio.
A noite cai mansamente sobre o jardim florido
enquanto meu coração partido
anseia a liberdade e tenta um voo
Voo sem destino, sem imagens, sem fantasias
Um sobrevoo na verdade, a alturas extremas
Onde me encontro em meio a pássaros
que procuram abrigo, numa rasante espetacular
Viro águia, volto à origem
Como um dia comentou antigo amigo
Que alço voos estupendos
Viajo longe e alto
Mas sempre volto ao ninho
Sou a poeta que ama(va) o amor
Anna Paes
Voo
Anna Paes
O dia se foi e você não veio.
A noite cai mansamente sobre o jardim florido
enquanto meu coração partido
anseia a liberdade e tenta um voo
Voo sem destino, sem imagens, sem fantasias
Um sobrevoo na verdade, a alturas extremas
Onde me encontro em meio a pássaros
que procuram abrigo, numa rasante espetacular
Viro águia, volto à origem
Como um dia comentou antigo amigo
Que alço voos estupendos
Viajo longe e alto
Mas sempre volto ao ninho
Sou a poeta que ama(va) o amor
06/10/2009
Brasilia
Onde?
Anna Paes
Aquele sorriso maroto que mais parecia de moleque
descalço na calçada gelada que parecia sentir
quando ainda o sol fervilhava?
Onde foi parar o horizonte de teus olhos?
Tenho tanta coisa para te contar:
Do dia que caiu tristonho sem sua graça, presença
alheia a minha, seria nobreza da alma?
Seria falta de interesse?
Teus olhos se voltaram para um canto qualquer
onde os meus não paravam?
Cruel desengano, martírio, que dor insuportável
Onde a primavera te levou,
se teu canto me parece mais desencanto
que de mim, se esqueceu!
Anna Paes
Brasília-DF
29/09/2009
21h09
Viagem
Anna Paes
Deslizava, suave melodia entre águas e tintas
todos os meus sonhos de menina
Ancorava a vida, fantasias e
as tintas seguiam algum traçado indecente
buscando entre as águas algum clarão diferente
Luz do sol, da lua, das estrelas
Verde mar, azul anil, lilás arco-iris
Terra! ancorada nau
já não vaga solitária
Velas a prumo entrecortadas pelo vento
areias soltas, cegando passantes
revoam, ondas submergem, emergem
juntam espumas nos barcos
da minha vida
28/09/2009
Insegurança
Anna Paes
Sinto-me insegura ao falar de poesia
Na rima ou sem rima tudo me parece obscuro
Se tento soneto, sai destoada a rima
Mas, a sinto num todo, como sopro
De anjo bem-humorado a carregar-me
pelos dedos ensaindo um verso ou dois
Para tentar rimar, na verdade
O que não consigo expressar
nem em versos, nem em prosa
Corro pelo meio se é dia
se é noite vou pela tangente
já não separo a prosa do verso
fico num reverso total
pois tudo é Poesia
28/09/2009
Naufrágio
Anna Paes
Navegando a mil por hora, foi-se a nau
Solta, leve, velas ao vento..
Vento forte soprava , navegava, navegava
Cheia de esperanças buscava o horizonte
Vislumbrava ao longe rios caudalosos,
florestas encantadas, arco íris, céu anil!
Folhas de coqueiro ao vento, balouçavam cordiais
Flores volitavam ao sabor do vento
Vento! A nau verde esperança
Agora marron navegava ao sabor das ondas
Triste destino! Quis o mar que não chegasse!
Ventania, naufrágio a vista
Horizonte perdido, nunca mais navegará
a pobre nau encantada!
Anna Paes

Escrito por Anna Paes às 09:18 PM

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