

Esqueço-te
Anna Paes
As palavras do teu poema foram escritas na praia.
Numa total ambigüidade.
Não falavas de amor, nem tão pouco de amizade
Pareciam-te muito justas as saias.
Tuas palavras, vieram as ondas,
apagaram-nas uma a uma.
O poema ficou sem sentido
Não tinha palavra nem sentimento
Era uma máscara hedionda.
Apago os meus sentimentos...
Exorcizo os ressentimentos
Digo-te, tuas palavras são vazias
Teus versos não tem intensidade
São desprovidos de verdade.
Neste triangulo, que me inscreves,
A soma do quadrado dos catetos
não foi igual à hipotenusa.
Não quero ser, e nunca fui tua musa
Teus versos não eram meus,
Nem para outra qualquer!
Pretensioso, tua vida é uma incógnita.
Meu amor não tem importância...
De tuas promessas quero distância.
Não me peças para esquecer-te...
Já nem me lembro quem és...
Qual é mesmo o teu nome?
O vento levou...
Anna Paes
ENTREGA
Anna Paes
Ah! Esta porta escancarada para a realidade,
Aguçando-me os sentidos.
Quero adentra-la voando,
beijando a manhã que me recebe
Quero esquecer os receios lá fora
Abrir meu coração
Entregar-me à ventura que desperta em meu ser.
Quero que me acolhas com tuas mãos
Quentes, úmidas e desejosas
Cheias de carícias e amor
E que teus olhos reflitam os meus.
Num doce encanto
Entregar-me em abandono total
Fazer-te feliz
Ser Feliz.
Anna Paes
01/12/2006
16hs33- Brasília
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