.::Sobre mim::.

Preciso te contar como sou... para que me conheças um pouco melhor. Sou uma pessoa séria, respeitosa e não discuto limites de outras pessoas - a menos que me pisem o calo. Adoro a natureza, pássaros, verde, flores - e curto muito ficar ouvindo música e amar. Tenho medo da estrada do nada, só de ida, sem volta! Acho que a vida é meio estranha... me distancia sempre dos que amo. Gosto de cozinhar e inventar coisas, sou muito criativa. Pinto telas: óleo-sobre-tela e prefiro as paisagens. Meu fraco são sandálias altas... Uso botas com freqüência, ando descalça pelo gramado. Nadar é forte, faço quase todo dia. Por vezes, acordo taciturna e melancólica mas... fazer o que? Creio que isso vem dos humanos mesmo! Tenho sonhos, muitos! Ficaria horas apenas olhando você. Sou ciumenta. Agora, me fale um pouco do que gosta... para eu sonhar mais alto.
Anna Paes Leme Jota
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Dueto Anna Paes e Luiz Poeta

Te amei sim...
Anna Paes

Esperei por um sinal...
Teus ais não chegaram pelo
vento aos meus ouvidos,
nem tua compreensão
aproximou-se de meu ser.
Os dias transformaram-se em
nublados momentos solitários.
Eu te amei sim...
Por medo abandonei meu querer,
guardei-me em sete chaves.
Trancada e solitária
busquei muito tempo
as palavras que poderia
ouvir de tua boca.
Em vão, tudo sempre em vão...
Tuas palavras refugiadas no cofre
De tua alma perdida em saudade,
Nunca a mim chegaram.
E assim, padecemos ambos
e perecemos
na mesma dor.

SONHANSIANDO
Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 20 h e 44 min do dia 14 de maio de 2006 do Rio de Janeiro,
sob inspiração do lindíssimo poema de Anna Paes


Tu me amaste mas um dia... foste embora...
Ou talvez eu tenha ido... não recordo;
O que sei é que te lembro e, agora,
Eu te sonho quando durmo ou quando... acordo.

Não importa quem se foi, o que interessa
É que uma saudade triste nos visita
E uma dor, a mesma dor que nunca cessa,
Traz teu rosto e teu olhar que ainda me fita.

Quando quero retornar, apanho as chaves
Abro o cofre silencioso do passado,
Te resgato inteira, livre, sem entraves, 
E me faço novamente o teu amado.

Entretanto, quando menos eu espero,
Uma lágrima me mostra que a imagem
Que eu vejo não é a mesma que eu quero
É lembrança, é neblina... é só miragem.

Tu me amaste, eu te amei, resta a saudade
Que eu sinto e que tu sentes... mas que importa ?
Quando o sonho mostra a dor da realidade
O amor sai...  e a saudade... fecha a porta.



Escrito por Anna Paes às 08:22 PM
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Dueto Caio Amaral e Anna Paes

MAIS UMA MADRUGADA SOLITÁRIA 
 
CAIO AMARAL

             
Ah, amada mia...
 Se aqui estivesse, calor iria sentir,
e minha alma estaria aquecida...
             
Gostaria que agora e neste instante,
com a  música que ao fundo ouço,
estarmos dançando "contigo en la distância"

Rostos colados, lábios e bocas se revendo,
  plena harmonia de nossa paixão,
com a vibração de nossos corpos,
pela energia criada  por nossos desejos.
             
Seria tesão e amor,
sexo furioso e doce  carinho;
tudo na cadência e dose perfeitas.
             
Sómente eu e você, mais ninguém.
 O mundo não existiria...
e, se existisse, com certeza, estaria parado,
 admirando nosso delicioso romance.
 
 
Não estás só, meu amado
Estou contigo em pensamento.
Por minutos minha alma, desesperada
abandonou o corpo que a mantém aprisionada
livre, liberta
foi ao teu encontro
voando em céu aberto.
Por eternidades enlaçastes-me a cintura
e com muita ternura
conduzistes-me ao nosso secreto jardim
Longe dos olhos e perto do coração
Não há distancia entre mim e ti
Juntos num instante
dançamos a dança do amor.
Estrelas cintilantes
espiavam nossa felicidade
Nossos corpos tinham cor brilhante
do fogo de uma paixão
do fulgor de um amor
que ultrapassou todos os portais
das impossiblidades
E naquele breve momento
nos amamos como crianças,
com renovada esperança;
nos amamos como um homem e mulher
nas loucuras de quem sabe o que quer
Nos amamos com almas puras,
como duas criaturas
que se buscam na madrugada
dois seres solitários, mas não sozinhos
pois temos o nosso amor
que nos dá força pra prosseguir nossa jornada
como paralelas, encontrarmos em algum caminho
sem o mundo, sem  dor,
sem solidão
o meu e o teu coração
cantando a música da vida
dançando nossa canção.
Anna Paes


Escrito por Anna Paes às 01:49 PM
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Você Viu?

Voce viu?
Anna Paes
 
 Lá naquele canto
O encanto
 trajando desencanto
Sufocado por enquanto
Até que comece o canto
Cantado num conto?
 
Mas, que espanto!
O reencontro
Sempre pronto
Se perde
Sem pranto
Sem espinho
 
Apenas um pergaminho
Coladinho
No ninho
Tenta um alinho
 
Anna Paes
30/04/2006


Escrito por Anna Paes às 06:58 PM
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