.::Sobre mim::.

Preciso te contar como sou... para que me conheças um pouco melhor. Sou uma pessoa séria, respeitosa e não discuto limites de outras pessoas - a menos que me pisem o calo. Adoro a natureza, pássaros, verde, flores - e curto muito ficar ouvindo música e amar. Tenho medo da estrada do nada, só de ida, sem volta! Acho que a vida é meio estranha... me distancia sempre dos que amo. Gosto de cozinhar e inventar coisas, sou muito criativa. Pinto telas: óleo-sobre-tela e prefiro as paisagens. Meu fraco são sandálias altas... Uso botas com freqüência, ando descalça pelo gramado. Nadar é forte, faço quase todo dia. Por vezes, acordo taciturna e melancólica mas... fazer o que? Creio que isso vem dos humanos mesmo! Tenho sonhos, muitos! Ficaria horas apenas olhando você. Sou ciumenta. Agora, me fale um pouco do que gosta... para eu sonhar mais alto.
Anna Paes Leme Jota
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.::Estou assim::.

Um tanto cansada mas, FELIZ!!!



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Alma em branco

vislumbro sinais entre as pausas,
os suspiros,
o tempo esquecido nas lacunas quase imperceptíveis,
enquanto a  minha alma em branco escreve as entrelinhas ...
 
Anna Paes
19/05/2005


Escrito por Anna Paes às 09:25 AM
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Banal

Sobre o muro
;
 
(Ir)reflexão
...............
 
Eu tudo vi
Teu olhar de fome
Teu sorriso de quero tudo
Teu semblante malicioso
 
Não era visão de coração
Era  percepção
razão bem colocada
(fora do cérebro)
 
Instigou
Conversou
 
(Só a emoção diria
Por que pensou tanto?)
 
Pequenina gota faz a diferença
em cálice transbordante.
 
Em teus sonhos
 preto e branco
(sem ação)
Sem azuis e sem borboletas;
 
perfume exalado
 
que trágico fim!
 
 
Anna Paes


Escrito por Anna Paes às 11:13 AM
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Ambiguo querer

esquinas ...
cantos...
bares...

Até nas vitrines.

tantos degraus,

                       Nada de você!

Dentro de mim
Deparei-me com você
(ambiguo querer)
 
            (Perplexa, ainda.)
Surto de paixão
Ou
convicção?
 
Anna Paes
16/05/2005
00:43hs


Escrito por Anna Paes às 11:47 PM
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Pouco mais

Pouco mais que  boca,
corpo:
 
alma
 
sentimento
 
cognitivo apurado
percepção
 
Mais que torpor
 
sensibilidade
motilidade
atividade
 
resumindo:
consciência ativa.
(Atrás do concreto armado, buracos, armadilhas. Acode-me um pensamento: tolice!)
 
Anna Paes
14/05/2005
18:55hs


Escrito por Anna Paes às 06:02 PM
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Incompleto / Palavra Desnuda


Incompleto

Anna Paes

Valso nas ondas
Ou adormeço
em prantos, procurando você.

PALAVRA DESNUDA
Anna Paes

Desnuda a palavra,
Tira dela todas as vestes,
Não aceita nenhum outro signo da linguagem
Nos poemas de tua lavra,
A não ser ela: a palavra!
Despe-a de todo adereço
Até que apareça
Do coração a mensagem
Nua e crua em toda sua inteireza.
Tire da palavra toda cor
Para que ela surja sem pudor
De forma a expor os atos.
Mostra-me os fatos.
Não desnuda apenas as palavras
Despe também o coração
Não burila as tuas saudações
O que são as palavras sobre a inspiração?
Eu quero meu poema bem ornado,
Pois no palco da vida, nada é proibido
Expõe-se o que se quer
Amante, amigo, homem ou mulher.
Adereços, sons, imagens, enriquecem as cenas
Luzes no céu, estrelas caindo no papel,
Nada poupo hoje neste mister.
Das palavras, lanço mãos das estrelas mais belas.

Água, fogo, muralhas de rochedo
E que não faltem pássaros, borboletas e flores.
Faço assim desfilar no palco do eterno
O produto de minha criação
O resultado último de minha intuição.
O rasgar de minha alma,
O expandir das minhas emoções.
Amores são sentires que não tem destino
É o ferver do sangue, é puro desatino.
Dos meus poemas só quero tirar a máscara
Da hipocrisia,
Do pensar sem sentir, esta heresia.
Do sentir sem mentir.
Quero meu poema parecido comigo,
Transparente, muito descente e nobre.
Com braços abertos feito noturno abrigo;
Com os atavios que enfeitam o rosto,
o colo, o corpo de uma mulher.
Tudo na medida certa, que nada sobre.
Com as melodias de cantos celestiais
Que nos transportam às orbes do céu.



Escrito por Anna Paes às 09:04 AM
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Moldado a ficar

(Luís, obrigada por sua  participação!)

Moldado a ficar...
Moldado a ficar
Vil até amargo
Maldito som
Síndrome de um pouca prática
Qualquer
Virar moeda
Logro, porém sutil
Maldito tom
Apática psicose de uma vida
Qualquer
Fala de uma voz,
Sem voz,
Nem dom,
Só dor
Esta dor crua
Entalada e crítica
Como uma mulher sem espírito
Qualquer que seja
Maldito som
Pouco, amargo e vil.

Peixão89



Escrito por Anna Paes às 09:35 PM
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Ordinário querer e Recortes

 
Hoje mais um e-book, rascunho do original, foi ao ar.
Espero que goste..
 
*   .  *
(quando suas mãos acolheram as minhas e  as levaram a seu peito
num momento de "estou aqui com você, não tenha medo",
meus olhos estavam nos seus)
 
 
foi reflexo?
 
incontestável momento
 
(mas que ordinário querer!)
 
meus olhos em seus olhos
 
suas mãos, em minhas mãos
 
minha vida dependendo da sua.
 
AnnaPaes
14:05hs
...............................................................
 
(Eu gosto quando você chega mansamente por entre as sombras das laranjeiras)
 
Decididamente
é ponto.
 
Tentei vírgulas
Interjeiçoes
interrogações
 
Reticências usei...
Crase, acento agudo
 
Até um "e" comercial eu  tentei
 
(Sua arrogancia foi maior)
 
Usei o ponto final
Pronto!
 
Anna Paes
12/05/2005
00:37hs
 
 ....................................................
 
lancei-me nos escombros
pupilas dilatadas
 
arregalei-me  com as atrocidades
falsas promessas
premissas
acasos que vem do nada
 
talvez emoção partida
feito nó cego em linha fina.
 
era fome e sede
comi e bebi
de seu vinho e pão
 
cada gota e  migalha
 
sua alma devorei
 
 
Anna Paes
00:42hs


Escrito por Anna Paes às 11:48 PM
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Paisagem Amorfa

 

 

Folhas precipitam-se

Das arvores ..

Da Alma.

 

                     Silêncio exterior

                          Gritos interiores

                               Abafo.

Desabafo.

Sobressalto..

Brandura

 

                        Repentinamente

                A mente

         Em dilema

 

Disforme.

Ecoa e

Grita

 

Grito surdo e mudo...

Entender?

          Por que?

                     Pra quê?

 

Anna Paes



Escrito por Anna Paes às 04:22 PM
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Tudo se repete

(Fechei os olhos e vislumbrei seu sorriso maroto, cheio de malícia a me cortejar, seus dedos  atrevidos a desmancharem meus cabelos e eu louca de boca aberta, a te namorar, fitando seus olhos. Sem malícia, sem medida e amando assim. Permitindo que seus lábios toquem os meus, num delírio ou grito, já não sei se  dor, prazer ou lamento de não ter sua boca na minha.)
 
Outra noite
Momento único
 
Tudo se repete
Eu a ouvir Cortazar
(Você não está!)
 
Que azar,
Meu Deus!
 
Anna Paes
10/05/2005
21:56hs


Escrito por Anna Paes às 09:00 PM
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Abraçada à noite.

(...e a noite abraçou-me
 como se nunca mais fosse deixar-me.
APaes)
 
Seus braços
(Ainda meu vício)
Estreitam
meu corpo
(sede)
cede
 
violência
contra meus desejos
esta ausência.
 
09/05/2005


Escrito por Anna Paes às 03:51 PM
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Vazio

Guardei você em algum canto
Procuro e nao acho
Perdi sua primeira carta
Entre os lençóis de seda
Os beijos e  os afagos
 
(Não consigo descobrir
onde mora a ilusão
o sonho
a fantasia
de seus dias)
 
Talvez assentados como pó,
em alguma cadeira vazia
Ali no canto
onde você existiu,
durmam para sempre
voce
o resto de seus sonhos
seu vazio imenso
 
annapaes


Escrito por Anna Paes às 04:49 PM
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Semi-Morto-Verso

 
                                                                      
Semi-Morto-Verso
 
Por um momento:
amar/poeta
vagar/versos
Fiz-me poesia/viva
 
(semi-morta
natureza)
 
Encontro de beleza!
 
O homem me despertou
fez-me sua
boca semi-aberta
beijo/corpo/prazer
 
(Morta/poesia
viva/natureza)
 
Despertei
sem ponto
sem vírgula
sem você.
 
Anna Paes
08/05/2005


Escrito por Anna Paes às 10:06 PM
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tenho mania - de você

(quando pedi seu sorriso/embriaguei-me/ violentei-me ao descobrir que não era meu)

 
tenho mania - de você
 
pedi-lhe um sorriso
 
Sorriso cheio e alegre
saltou de seus lábios.
- momento
- desejo
 
Penumbra
que encobria:
mentira
viuvez
precoce
 
sentimento morto
sem nunca ter vivido.
Anna Paes


Escrito por Anna Paes às 07:54 PM
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Melliss

Ventre que é templo da vida,
que protege e dá guarida aos primeiros sonhos ...
Coração que se faz ninho, partida , chegada,caminho,
vigília das madrugadas sem descanso ...
Mãos que guardam segredos, orientam, afastam medos ,
acenam, apontam, amparam, escondem lágrimas ...
Mulher! Mãe!
Teus olhos são como sóis,
imprescindíveis faróis nas noites de todos nós.

Mellis



Escrito por Anna Paes às 10:15 AM
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Mãe!

Prometeu nunca me deixar,
Mas o destino não quis
E você foi sem me levar.

(Sinto

Saudade

Dor

Amor!)

Anna Paes

Sem Mais
 
A boca
tingiu-se de roxo
frio
espanto
ou calafrio?
 
Na manhã ouviu um canto
angelical
suave
 
Voou pelo céu
Caiu na Terra
Amou
Sem existir
 
Anna Paes
07/05/2005
 


Escrito por Anna Paes às 06:33 PM
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razão de exisitir
busco
vida
em ti
 
Anna Paes

                        



Escrito por Anna Paes às 05:23 PM
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O OUTRO

O OUTRO
"Palavras rolam gostosas pela cachoeira de contos de Ray Silveira. Sua criatividade chega às últimas conseqüências em O OUTRO, um misto de realismo psicológico e naturalismo com características impressionistas e expressionistas nos recursos estilísticos (pela profundidade do tema que explorou). Afinal, personagem atormentado ou louco mesmo? É um verdadeiro exercício artístico, denso e até poético, que pode conciliar em si a indagação existencial do leitor, a respeito de sua própria identidade: Será que sei quem sou? Brilhante e irretocável! Ah!...em tempo! Sem babação".
(postado por Maria José Zanini Tauil*
 <tauilrj@aol.com> - Rio de Janeiro em 5/5/2005)
-----------------
*Pós-graduada em Literatura Brasileira e Portuguesa
 
http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=138


Escrito por Anna Paes às 12:12 AM
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Fui-me
 
Como pássaro alegre e cantante
 
Pedaço de sombra
 
Pedaço de luz
 
Fingi
 
Ser
 
Existir
 
Anna Paes


Escrito por Anna Paes às 10:32 PM
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Lamento

Penso

Um quase lamento

Falta-me lucidez.

05/05/2005

23:25



Escrito por Anna Paes às 10:26 PM
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QUASE, VOCÊ!

QUASE, VOCÊ!
Anna Paes

Quase concretizamos
O sonho de amor.
Um quase,
Um meio termo,
Um meio sem saída...
E finda a esperança,
Num quase sem fim.
Num quase absoluto,
De nada querer
Tendo  tudo
Tendo nada.
Foi quase você!



Escrito por Anna Paes às 09:33 AM
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Medo - 05/05/2005

O medo

Inconseqüente

Que carrego em mim

Afrouxa-me a perna.

 

Sob minhas sobrancelhas

Seu reflexo

 

Em minha boca

Seu beijo

 

Anna Paes

 

 

Passei

Despercebidamente

 

 

 



Escrito por Anna Paes às 09:26 AM
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Sabor



Escrito por Anna Paes às 02:20 PM
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Anjo ou demônio



Escrito por Anna Paes às 02:19 PM
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Escrito por Anna Paes às 12:42 PM
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