
Saudade... Vazio
Lauro Kisielewicz = ( 14/Mai/2.005 )
De uma hora para outra,
você sente algo estranho,
um vazio tamanho
que até se sente meio ôco...
sentindo-se com um toco
cuja madeira toda
os cupins devoraram
e só preservaram
a casca...
nada mais!
Acompanhado
de uma dor indolor,
fica em tua mente
a certeza do vazio
que ocupa o teu interior
de repente, sem calor...
onde vagueiam lembranças
de um grande amor...
ricocheteando na casca
embalagem do teu ser
repleto de nada,
ocupado pela saudade,
imenso espaço vazio
que restou em teu ser,
vazio...
* * * * *
Saudade; Vá Embora!
Lauro Kisielewicz = ( 19/FEV/2.005 )
No passar desses anos,
estes verbos são conjugados
apenas na primeira pessoa...
Eu amei,
Eu amaria,
Eu amo,
Eu amarei...
Só não percebia o quanto
eu sofri,
eu sofreria,
eu sofro,
mas um coisa eu sei:
Eu não mais sofrerei.
Pois não quero continuar
a penar o que penei,
a amar como te amei,
pois em trocar do que dei,
me deste o imenso vazio
de uma profunda saudade
que nunca se esvai...
e que sempre vai
se acumulando...
Mas a partir de agora,
que a saudade vá embora
como você também partiu,
e se hoje você chora...
talvez seja porque pediu...
* * * * *
SAUDADE DE VOCÊ
Lauro Kisielewicz = ( 23/08/2003 )
E de repente, acontece
alguém que amamos,
desaparece...
Sua presença,
suas palavras,
seus carinhos,
tudo passou...
sim...
passar de fato passou,
mas não acabou
e não vai acabar
certamente que não,
posto que no coração,
que bate e palpita,
vigorosamente se agita,
há uma forte vibração
impregnada de emoção
e de lembranças,
dulcíssimas lembranças
de algo que ficou para trás
mas que permanece,
não se desvanece,
não se esvai
apenas oscila
na intensidade
de uma agradável
saudade...
de você!
* * * * *
Saudade Preservada
Lauro Kisielewicz = ( 14/Nov/2.004 )
Ah! Como ‘salta’ meu coração,
impulsionado por forte emoção
do vendaval de lembranças
dos meus tempos de criança
da bem afastada infância
de empinar pipas e pandorgas
de vestir roupinha rude,
de jogar bolas de gude,
de correr descalço
atrás da bola de borracha
em partidas de pelada,
em campos cobertos de geada
tão comuns, nos invernos do sul
e voltar à tarde para casa
com as faces rosadas e suadas
apesar do frio que fazia,
a gente brincava
a gente corria,
e era um bocado daninho
saia caçar passarinho
pobres dos bichinhos
que nenhum mal nos fazia
e não entendo como aquilo
pudesse nos dar alegria...
Mas, que se pode fazer
além de se arrepender
pelas malvadezas praticadas,
pelas brincadeiras agitadas,
pelas vontades não realizadas;
Afinal, aquilo tudo é passado
não há como ser modificado,
mas deixou nosso peito marcado
por algo que não volta mais
as brincadeiras sadias, sem malícia
ruas seguras, sem crimes nem polícia,
sendo abundante o amor dos pais...
Foi bom. Muito bom!
Resta no peito a saudade
de um tempo bom de verdade
e esta, não precisa ser tombada
pois em nós está preservada
e não esqueceremos jamais!
* * * * *
SENTI... SEM TI
Lauro Kisielewicz
Senti tua presença,
olhei em volta e te vi
distante... pensativa... absorta...
estavas imensamente longe,
embora bem perto,
não sei ao certo,
se a dois ou três passos...
quase ao alcance
de meus braços...
Senti tua ausência...
Estando, como se não estivesses...
Olhando, como se não me olhasses...
Sorrindo, como se chorasses...
Enquanto eu, sem ti, via...
Vivias o que não querias...
e eu, nada podendo fazer,
a não ser orar e torcer
que superasses tudo,
que me deixasses mudo
ao assumir que me amas
e juntos bailarmos
levados pela emoção,
rodopiando pelo salão...
contagiando a todos
com esses sentimentos
que nos invadem a alma
e transbordam de nós
em tudo que falamos,
em tudo que pensamos,
em tudo que fazemos.
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Perdas
Lauro Kisielewicz = ( 22/Jan/2.005 )
Entre lutas e conquistas,
que a vida nos impõe,
forçando situações
que nem sempre aceitamos,
reclamamos, relutamos
e nos pomos a combater,
sempre querendo vencer...
Em algumas delas,
mediante superação e esforços,
aparentemente ganhamos...
e inebriados comemoramos
o que pareceu-nos ser vitória...
e loucamente mergulhamos
no mar das ilusões
sofrendo depois, decepções...
Noutros tempos porém,
quando algo nos é tirado,
ficamos revoltados,
blasfemamos e lastimamos
pelo nada que ficou...
nosso pensar chega a ecoar
sem resposta convincente,
no imenso vazio que restou...
sem nos darmos conta do bem
que a poda sempre propiciou
às frutíferas árvores
que Deus em nós semeou!
Ao tempo certo,
todos frutificaremos!

UMA ALMA DENTRO DA OUTRA
Eu emprestei para ela minha coluna ereta,
mas era ela quem me mantinha em pé...
Eu emprestei para ela os meus pés perfeitos,
mas era ela quem me fazia caminhar...
Eu emprestei para ela minhas mãos zelosas,
mas era ela quem conseguia tocar meu coração...
Eu emprestei para ela os sons da minha voz,
mas era ela quem rezava preces silenciosas...
Eu emprestei para ela os mais largos sorrisos,
mas era ela é quem me ensinava a sorrir ...
Eu quis emprestar para ela os meus olhos e meu mundo,
mas ela tinha outro mundo contido em seus olhos castanhos...
Enfim,
ela emprestou para mim suas asas cintilantes,
e eu a deixei voar para os braços de Deus.
Mellíss
(Minha homenagem à amiga Anna Paes e sua preciosa Aninha, menina-anjo)
Santos, 09/09/2011 - 07H30M

Penso em você mais uma vez.
Não posso contar as vezes em que me encontrei assim..
Vagando em mim mesma
Perdida nas lembranças e nas ilusões;
São tantos sonhos perdidos..
Tantas noites inacabadas.
Foram tantos beijos trocados
Escondidos...
Proibidos!
Entreguei-lhe minha vida..
Depositei-me a seus pés como amante-amada e fiel.
Contava os minutos para encontrá-lo novamente.
Vivi assim muito tempo...
Um tempo longo demais pra mim.
Você sempre disse que tudo tem um fim.
O nosso chegou.
Não suporto esta ausência que queima e invade o meu ser
Deixando-me confusa e doente de saudades.
Passo tanto tempo perdida nas lembranças..
Meus dias são incansáveis noites de insônia...
Minhas noites ...
Dias nublados sem fim.
Eu procurei tanto por você!
Perdi-me nas estradas de meu coração.
Quando o encontrei,
Fui feliz.
Mas, hoje percebo...
Foi uma busca vã.
Se sofri ou se chorei,
Sou a única culpada,
Por ter depositado em você todos os meus momentos.
todos os meus sonhos
Anna Paes
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